A proposta é conectar inovação, mercado e transição energética com impacto.
No contexto da crise climática global e das novas exigências regulatórias no setor energético, o Impact Hub traz uma proposta para especialistas, investidores e empresas comprometidas com um futuro mais sustentável: a Iniciativa Internacional de Energia e Clima.
A iniciativa tem o objetivo de transformar o modo como as empresas investem recursos regulatórios, apoiando soluções reais que enfrentam os desafios ambientais e chegam, de fato, ao mercado.
O problema: entre pesquisa e mercado, um abismo
As empresas do setor elétrico e energético são obrigadas, por regulação, a destinar parte de seus recursos a projetos de Pesquisa e Desenvolvimento. No entanto, muitos desses investimentos permanecem no âmbito acadêmico ou técnico, sem gerar soluções aplicadas ou produtos comercializáveis.
Além disso, em tempos de emergência climática, é cada vez mais urgente que essas iniciativas tenham respostas concretas à transição energética e aos impactos ambientais.
A pergunta que impulsiona a iniciativa é: como fazer com que mais projetos saiam do papel, alcancem escala e impactem positivamente o planeta e a sociedade?
A proposta: uma jornada completa, do laboratório ao mercado
A Iniciativa Internacional de Energia e Clima nasce com uma abordagem inovadora, que conecta empresas, startups, pesquisadores, investidores e especialistas em uma jornada estruturada com três eixos principais:
1. Identificação e seleção de soluções promissoras em todo o Brasil
Com um roadshow nas cinco regiões brasileiras, a iniciativa busca romper com as bolhas tradicionais e identificar projetos, startups e pesquisadores que proponham soluções ousadas e conectadas à realidade local.
2. Apoio técnico, de mercado e internacionalização
As soluções selecionadas passam por um processo robusto de aceleração, que inclui:
- Mentoria técnica com especialistas como Wilian Zanatta (ex-líder da Vertical Energia da ACATE), Apolo Lira (Energy Future), Yogi Goswami (Professor Emérito e Diretor do Centro de Pesquisa em Energia Limpa da Universidade do Sul da Flórida) e outros nomes de peso no setor;
- Apoio estratégico de mercado com participação ativa de investidores desde o início;
- Definição clara de indicadores de impacto (redução de emissões, resíduos, economia circular etc.);
- Conexão com programas como Sebraetec e EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), para alavancar recursos e expertise;
- Imersão internacional em Viena, referência global em inovação energética, para explorar possibilidades reais de internacionalização dos produtos desenvolvidos.
3. Infraestrutura, governança e inteligência coletiva
A iniciativa terá sede física no Centro de Inovação ACATE, em Florianópolis, com:
- Espaço de trabalho para os projetos;
- Showroom permanente com dados, cases e indicadores de impacto visíveis;
- Boardroom exclusivo para reuniões de mantenedores e tomadas de decisão estratégicas;
- Encontros trimestrais de governança;
- Produção de relatórios de inteligência com dados, aprendizados e recomendações para o setor.
Por que o Impact Hub?
Com atuação em mais de 120 cidades e 70 países, o Impact Hub é uma das redes mais relevantes de inovação e impacto no mundo. No Brasil, já acelerou mais de 500 negócios de impacto nos últimos três anos, e é reconhecido como a organização que mais acelera esse tipo de iniciativa no país.
Entre os programas já realizados, destacam-se:
- O InovAtiva de Impacto (realizado há quatro anos);
- A parceria com a agência alemã GIZ, com o Hub de Inovação Climática, focado na Amazônia;
- Três negócios climáticos selecionados este ano com presença confirmada na COP 30;
- Parcerias com instituições como Sebrae, fundações, governos e grandes empresas nacionais e internacionais.
Esse novo projeto amplia esse ecossistema, trazendo o setor de energia para dentro de uma rede já conectada com agendas globais de inovação, clima e impacto social.
Como viabilizar a iniciativa
Para que tudo isso aconteça, são necessários:
- Quatro empresas mantenedoras, com investimento de R$ 500 mil por ano, que desejem participar ativamente da governança, coestruturar o programa e colher os benefícios de visibilidade, inovação e posicionamento estratégico;
- Startups, pesquisadores e iniciativas com soluções aplicáveis e vontade de cocriar;
- O engajamento de parceiros de conteúdo, pesquisa e investimento, como PwC, Ernst & Young (EY) e outros, que já manifestaram interesse em integrar o projeto.
Impacto coletivo: inovação com propósito e escala
Essa é mais que uma proposta de aceleração de projetos, é um modelo colaborativo para repensar como inovação e sustentabilidade se encontram na prática.
Com a união de diferentes atores e recursos bem direcionados, a iniciativa pretende criar um ecossistema em que todos ganham: empresas com mais inovação e eficiência regulatória, startups com mais apoio e acesso a mercado, e a sociedade com soluções reais para os desafios climáticos.
Como diz o lema do Impact Hub, “quando a gente se junta, o impacto é gigante”, e é por isso que precisamos nos unir nesse propósito.
Se você tem interesse em aprofundar os detalhes do projeto, envie um e-mail para [email protected].